quinta-feira, 18 de junho de 2009

Máxima n° 5 – sobre a atração

Sobre a enxurrada de homens que acontece de tempos em tempos, disse uma sábia: “Homem é como cachorro. Quando um mija no poste todos eles querem mijar”.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Até que a morte os separe

Esses novos dias de solteirice estão muito diferentes dos dias de outrora. Está tudo muito mudado, passei a crer que algo tenha mudado em mim também.
Ainda possuía alguns princípios nessa minha vida, mas estou jogando-os fora um a um. Alguém pode chamar isso de regressão de caráter. Eu chamo de acaso.
Antes de algumas semanas atrás, por exemplo, eu nunca havia quebrado o décimo mandamento. Mas aconteceu e eu não posso dizer exatamente que me arrependi.
O objeto do meu pecado foi um desenhista de 1,90 m, olhos verdes, loiro e tatuado. Algo pelo qual valeria a pena ir para o inferno.
Conheci o sujeito quando acompanhei uma amiga até seu ateliê, ela pretendia encomendar um desenho dele. Quando chegamos ao lugar fiquei absolutamente chocada com a composição física da criatura. Ele parecia um tanque de guerra.
Depois de fechado o negócio, ficamos por lá bebericando e conversando. Ele contou-nos sobre suas viagens, seu tempo no exército, sobre como amava o trabalho que tinha.
Sempre perspicaz. Sempre charmoso. Trocamos alguns olhares assumidamente sacanas. Eu tinha caído na rede. “Preciso fazer alguma coisa com ele. Nem que seja um desenho”, eu disse na saída do ateliê.Nos dias subseqüentes tive sonhos com aqueles braços rabiscados e uniformes do exército.
Numa tarde ele me ligou. Perguntou se eu queria passar no ateliê no fim do dia. Bater um papo, ouvir uma música...Aceitei sem titubear.
Conversamos sobre uma porção de coisas interessantes, até ficar tarde o suficiente.
Na hora de ir embora fomos nos cumprimentar e o espertinho fez como os garotinhos adolescentes, virou o rosto e me lascou um beijo na boca. E que beijo! Fiquei sem fôlego, uma mistura de surpresa e excitação.
Assim que nossos lábios descolaram veio a bomba.
- Olha, mas eu preciso te dizer uma coisa...eu sou casado.
A nova informação me deixou atônita. Eu tinha, afinal, prometido para mim mesma que jamais faria isso, tal a repugnância que sentia por mulheres que agiam assim.
Sem saber o que dizer, peguei meu rumo e fui embora. No caminho tentei racionar a coisa toda corretamente, mas a satisfação era maior. Tinha um sorriso imbecil na cara que não saía por mais que eu tentasse.
Nos dias seguintes pensei muito no que deveria fazer, sobre os parcos princípios que ainda resistiam nesse corpo apodrecido, se deveria mantê-los por aqui. Mas o desejo...Ah o desejo. É algo que não se pode controlar.
Ele me ligou. Chamou-me para dançar um blues. Eu aceitei. Mas não havia blues, só dança. Nos jogamos no sofá do ateliê e espalhamos nossas roupas pelo chão.
Eu usava uma calcinha fio-dental preta, mesmo assim, a coisa não desenvolvia. Ele parecia aflito. Mais aflito que eu, que estava jogando na privada minha moral.
Depois de um incentivo oral a coisa começou a melhorar, mas longe de dizer que estava ideal. Não estava. Estava muito aquém das minhas expectativas. Ele era um tanque de guerra, sim, mas com o motor de um fusquinha velho.
Quando eu já me questionava sobre a merda que estava fazendo, veio o golpe final. O telefone tocou. Ele atendeu.
- Oi amor!!!
Se eu fosse um homem meu pênis teria caído até a China. Levantei-me. Vesti minhas roupas. Antes que ele desligasse o telefone, eu já estava postada frente a porta. Pronta para ir embora. Despedi-me do soldado com uma reverência respeitosa e nunca mais o vi. Foi uma meia fóda, meia bomba com um meio homem.
Descobri que os princípios não estão aí por um acaso e que, por mais que o mundo mude, certas coisas sempre serão as mesmas. Pelo menos para mim.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Crianças, deixem o recinto

Sexo!
Sexo!
Como é que eu fico sem Sexo?
Eu quero Sexo! Me dá Sexo!

Hoje vai passar um filme na TV
Que eu já vi no cinema
Êpa! Mutilaram o filme
Cortaram uma cena...

E só porque
Aparecia uma coisa
Que todo mundo conhece
Se não conhece
Ainda vai conhecer
E não tem nada de mais

Se a gente nasceu
Com uma vontade
Que nunca se satisfaz
Verdadeiro perigo
Na mente dos boçais...

Corri pr'o quarto
Acendi a luz
Olhei no espelho
O meu tava lá
Ainda bem
Que eu não tô na TV
Senão ia ter que cortar...

Ui!
Sexo!
Como é que eu fico sem Sexo?
Eu quero Sexo! Me dá Sexo!
Sexo!
Como é que eu fico sem Sexo?
Eu quero Sexo! Vem cá Sexo!

Bom! Vá lá, vai ver
Que é pelas crianças
Mas quem essa besta pensa
Que é prá decidir?
Depois aprende por aí
Que nem eu aprendi...

Tão distorcido
Que é uma sorte eu não
Ser pervertido
Voltei prá sala
Vou ver o jornal
Quem sabe me deixam
Ver a situação geral
E é eleição, é inflação
Corrupção e como tem ladrão
E assassino e terrorista
E a guerra espacial
Socorro!...

Eu quero Sexo! Me dá Sexo!
Como é que eu fico sem Sexo?
Sexo!
Me dá Sexo! Me dá Sexo!
Eu quero Sexo!

Sexo! Eu quero Sexo!
Como é que eu fico sem Sexo?
Me dá Sexo! Me dá Sexo!
Eu quero Sexo!
Como é que eu fico sem Sexo?
Sexo!

Sexo! Eu quero Sexo!
Como é que eu fico sem Sexo?
Vem cá Sexo! Senta Sexo!
Vem cá Sexo! Me dá Sexo!
Solta Sexo!


terça-feira, 9 de junho de 2009

Encontrando um ex

Revival com ex-namorado é uma faca de dois gumes. Pode ser sensacional ou acabar se mostrando uma péssima idéia. Mas uma coisa é certa, quase sempre, é inevitável.
Há um tempo tive um revival com o namorado número 1. Ele tocou lá em casa numa noite especialmente fria. E sabem como ficam as mulheres nas noites frias...
O número 1 disse que me pagaria uma bebida. Resolvemos ir até um bar próximo de casa, alí pelo bairro mesmo. Ele, além de ex-namorado, era quase meu vizinho.
No bar, o número 1 pediu logo uma garrafa de vinho. Noite fria, garrafa de vinho. Só uma completa idiota não perceberia o que estava por vir. Como não sou nenhuma idiota, entrei no jogo.
A música estava péssima no bar e, quando começamos a falar sobre nossos discos de vinil, a oportunidade se mostrou e eu aproveitei. Afinal, possuo um toca discos em pleno funcionamento, e isso nos dias de hoje é algo realmente extraordinário. Sugeri que comprássemos outra garrafa do néctar dionisíaco e fôssemos para minha casa. Conversamos sobre músicas, livros e amores enquanto esvaziávamos taças de vinho sucessivamente.
Entre um disco e outro ele finalmente fez o que queria. Me agarrou pela nuca e me beijou com muito vigor. A parte boa de ex-namorados é que eles não precisam ler o manual de instruções. Já vêm preparados para manobrar nossas máquinas. E como ele manobrava bem! Segurava gostoso, com os braços por debaixo dos meus e mãos espalmadas nas costas, e beijava. Me pressionou contra a parede e desfilou com seus lábios pelo meu pescoço. Quando dei por mim, as mãos dele já estavam nas minhas calças e disso foram só alguns segundos até que eu estivesse estirada no chão encapetado, de pernas afastadas, recebendo um beijo íntimo executado à excelência.
O namorado número 1 era mestre na arte do sexo oral. Em toda a minha vida não encontrei sujeito que fizesse esse serviço melhor que ele. Caras têm uma séria dificuldade de encontrar o clitóris. Inexplicável. Esse tipo de coisa devia ser ensinada na escola secreta dos homens. Deveria ter livro didático sobre como chupar uma boceta. Um material ricamente ilustrado, com mapas de localização e tudo o mais. Mas não é assim e a grande maioria falha vergonhosamente mesmo, não tem jeito.
Voltando àquela noite, depois de me fazer gozar com a língua, ele veio por cima com a robustez de um homem excitado. Mas no meio da transa eu comecei a lembrar daquele menino de 15 anos que descobriu a vida sexual comigo. Daquele rapazote franzino com quem eu, adolescente, me amassava pelas paredes do bairro. Do sujeito que tirou minha virgindade com os dedos na soleira de casa e que me chamava de apelidinhos carinhosos.
De repente fiquei meio constrangida. Não era mais sujo e sacana, agora era bonitinho. Só bonitinho. E não se transa com coisas bonitinhas. Com coelhinhos felpudos cor de rosa. Coisas bonitinhas ficam na estante. E foi o que eu tive vontade de fazer. Tirar o número 1 de dentro de mim e coloca-lo numa estante, com uma plaqueta embaixo onde estaria escrito “sexo oral campeão”.
Ele terminou. Eu tirei o disco e ficou assim. O melhor e o pior de uma transa com ex numa mesma noite.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Um cafajeste pra chamar de meu

Preciso de um cafajeste. Mas preciso de um de verdade, não daqueles que te comem e te repelem tão logo a camisinha é tirada, ou daqueles que te chamam na rua com um “princesa” ou, pior ainda, um “psiu”. Que tipo de homem não se dá ao trabalho de pensar em algo melhor que um psiu? Qualquer coisa é melhor que um psiu! Até um “delícia”.
Mas eu quero mesmo é um cafajeste à moda antiga, um que tenha classe. A minha miséria é que, até onde sei, eles não são fáceis de encontrar. Conheci apenas um espécime deste tipo na vida, que, para meu azar, já tinha passado do auge fazia um bom tempo.
Mesmo com a idade batendo ferozmente na porta, o olhar daquele cafajeste autêntico ganha de longe, por umas mil trepadas, do olhar sacana de qualquer conquistadorzinho comum.
Um cafajeste de verdade é aquele que sempre diz as coisas certas nas horas certas. Ele conhece o próximo movimento, como um bom dançarino. Um cafajeste sabe muito bem como as mulheres se comportam e dá-lhes exatamente o que querem. Sem drama, sem complicação.
O cafajeste autentico vai encantar tocando seu corpo de um jeito especial. Esbarrando na sua coxa, dedilhando os seus quadris...Um espetáculo sinestésico que só quem tem a situação sob controle é capaz de armar. Ele vai te amar loucamente e será só seu enquanto estiverem juntos. Vai dar o sexo que você desejar, pois um cafajeste autêntico regozija-se do prazer que ele sabe que é capaz de proporcionar. Vai fazer-lhe odes, sonatas, cantará músicas pra você. E, depois de tudo, com a classe de um fidedigno cafajeste, ele não te perturbará nunca mais a não ser para dizer, vez ou outra, como você estava gostosa naquela ocasião.
Queria um Don Juan por noite, por umas mil noites.



Objeto de pesquisa nº 136 - Como dizer que eu não te amo?

O lugar tinha um som pesado, abafado, o tilintar de copos vazios e o terrível barulho de música mal tocada. Então, em meio ao caos, a namorada de um amigo que conversava conosco perguntou:
- Mas ela já disse que te ama, não disse?

Hesitei, mas só a garota percebeu que minha resposta foi incerta.
Ela entendeu o que ele ainda não havia entendido, que meu sim quis dizer não. Deu um sorriso suave, olhando para baixo meio envergonhada, e completou, apenas para me livrar da enrrascada:

- viu, ela já disse.
O barulho deixou que coisas se perdessem na penumbra, para minha inteira sorte.

Feira de homens malvados

Se existisse um lugar onde as barbas mal feitas, roupas de couro, sujeira de graxa e hombridade fossem itens obrigatórios de fábrica, esse lugar seria a Feira de homens malvados. A testosterona reina absoluta naquele pasto de homens selvagens, numa animadora porcentagem - uns 30 sujeitos para cada garota, as vezes mais.
Mas ontem a caçada foi infrutífera, pelo menos até pouco antes do fim.
Depois de rondar o lugar algumas vezes, já na terceira cerveja, um rapaz de lenço no rosto, vestido no estilo grunge, entrou na feira majestosamente. Tive que me aproximar para averiguar o material. Era um tipo Keanu Reves chicano muito interessante. Passei a acompanhá-lo de uma distância segura.
A caçada ia bem, até que um tímido estudante de jornalismo da Eca pediu que eu respondesse algumas perguntas, aparentemente, para uma pesquisa de mercado. Enquanto respondia às questões, três espécimes de grande potencial passaram por mim. Um, montado numa reluzente motocicleta roxa customizada, me fez perder o rumo da conversa. O capacete aberto revelava uma linda barba loira, deu uma vontade louca de enroscar os dedos alí. Mas meu interlocutor aguardava uma resposta...Para o que mesmo?
- Ahn? Ah, sim, sim. Acho segurança importante.
Ao fim da entrevista aqueles homens deliciosos já haviam ido embora. Perdi-os de vista. Maldito estudante da Eca!
Só me restou tomar uma última cerveja antes de ir embora. Para minha cama, sozinha. Droga.

"Mais uma dose, é claro que eu tô afim..."

Dizem que mulheres bonitas, inteligentes, fortes e sexualmente resolvidas são uma refinada lenda urbana. Dizem também que se uma dessas um dia cruzar o caminho de um homem, ele terá a chance de ter uma noite maluca e selvagem, coisa única na vida. Eu digo que ambas as afirmações são apenas parcialmente verdadeiras.
Mulheres assim, cadelas como esta, não são lendas. São raríssimas de se encontrar, mas não são lendas. Veja, tem gente que acredita em Deus sem nunca tê-lo visto. Por que não acreditar numa coisa tão mais simples assim?
Sobre os homens, digo que mais da metade deles não tem a coragem necessária para enfrentar uma dessas devoradoras. Na verdade, posso dizer com certa propriedade que acontece o oposto. A maioria foge covardemente da luta.
Os homens têm se tornado cada vez menos audaciosos. Frouxos mesmo. Desprovidos de atitudes condizentes com o título de macho.
E porque eu tô dizendo tudo isso? Bem, é porque depois de uma breve reclusão, uma recaída para o bem, parece que toda a fúria presa em pele rosada, recato e ossos explodiu no meu estômago. E qual foi minha surpresa quando percebi que a fome é muito maior que a oferta de comida atualmente.
O que aconteceu enquanto estive fora? Para onde foram os homens de verdade? Para onde foi o sexo casual? Será que o mundo voltou à época das cruzadas e eu não fiquei sabendo?
E é por tudo isso que eu resolvi criar esse blog. Para dividir histórias de sucesso e outras de fracasso. Partilhar experiências de comportamento e fisiologia realizadas em cobaias vivas (algumas nem tanto). Contar causos dos bastidores das caçadas, memórias e outras anedotas interessantes. Tudo isso para talvez aprender (ou ensinar) algo sobre ser uma dessas lendas urbanas num mundo onde as pessoas não querem acreditar.

EnJOY


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