quinta-feira, 30 de julho de 2009

Sacanagens em transito

A primeira vez que eu transei num carro foi com um carioca, numa trepada casual na saída de uma balada. Eu devia ter 16, 17 anos. Entrava na boate com RG falso, mas Motéis não aceitam este artefato mítico da adolescência. Demos uns amassos e resolvemos terminar a coisa do lado de fora. Entramos no carro, ele dirigiu até um estacionamento e transamos lá, com a porta aberta e o banco abaixado.
Essa primeira experiência não teve muita complicação, havia espaço de sobra. Mas algumas vezes a coisa não é tão simples assim. Não consegui, por exemplo, terminar uma transa em um Fusca. Foi difícil demais e resolvemos fazer a coisa toda do lado de fora mesmo. Estávamos no meio de um campo de cana, com o sol despontando dando fim da madrugada. O capô foi, sem dúvida, a melhor idéia naquele momento.
Jeeps , por outro lado, são sempre boas opções. Dá pra fazer de tudo dentro de um. Lembro de algumas boas experiências nesses belos veículos. Certa vez, depois de uma noite muito divertida de bebedeira, eu estava com um namorado em seu Jeep, voltando para casa. A bebida tinha subido um bocado, o tesão também. Eu estava enlouquecidamente excitada. Comecei a tirar minhas peças de roupa e a beija-lo. Ele ficou maluco. Chovia para caramba e a visão da rua não estava das melhores. Quando disse que desejava ser sodomizada, ele ficou realmente louco. Encostou o jeep na primeira rua que encontrou e trepamos alucinadamente! Jeeps também são ótimos para se tentar posições diferentes. Posso dizer que o Santo Antônio é simplesmente a melhor ferramenta de apoio.
Sobre motos, a única vantagem de se andar na garupa é poder abusar de homens que não podem soltar da direção. Mas até hoje o que achei mais divertido de se fazer num veículo em movimento é chupar o motorista. Ver o cara absurdamente excitado, se contorcendo para dirigir sem atrapalhar o “serviço”, morrendo de prazer e tentando manter os olhos na direção...É uma sensação de poder muito engraçada. Meio idiota, e perigosa, mas MUITo gostosa.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

O Estrangeiro

Sempre me impressiono com todo o tipo de coisa estúpida que já fiz em busca de sacanagem. As vezes a aventura nem começa com a sacanagem, mas normalmente termina nela. Lembro de duas com certo carinho...Esta é uma delas

O Estrangeiro

Conheci O Estrangeiro quando era bem nova. No início da adolescência. Ele tinha um belo sobrenome espanhol e era, naquela época, a coisa mais linda que eu já tinha visto.
Tinha um sorriso límpido completamente envolvente. Foi uma paixão ardente...Pelo menos para uma garota de 13 anos.
Um dia ele foi embora. Mudou-se de continente. Foi para sua terra.
Há poucos anos recebi um e-mail, que me deixou totalmente perplexa, O Estrangeiro viria ao Brasil, a primeira vez em dez anos, para uma breve visita e queria MUITO me ver.
Quem diria! Anos depois eu teria a chance de colocar a prova todas aquelas lembranças altamente eróticas...
Na primeira noite nos encontramos e fomos todos amenidades. Na noite seguinte, tocamos em assuntos mais delicados. No terceiro dia, pela manhã, eu já não conseguia parar de pensar nele.
Fui para o trabalho sabendo que em apenas mais um dia ele iria embora de novo. Sabe-se lá se por mais dez anos! Creio que se passava o mesmo com ele, já que O Estrangeiro me telefonou logo nas primeiras horas do dia comercial. Falamos algumas besteiras e algo sobre saudade. Quando desliguei o telefone já estava decidida a sair dali.
Criei uma emergência para ser resolvida. Peguei minhas coisas e atravessei a cidade.
Cheguei no pequeno apartamento mantido pela família do rapaz por volta das 11h da manhã. Não tinha quase nada. Só uma cama e alguns vinhos...Pensando bem, o que mais eu poderia querer?
Secamos uma garrafa e em poucos minutos os pudores fugiram correndo. A uma da tarde éramos dois errantes no paraíso. Longe de nossas roupas, perto de nossos desejos.
O Estrangeiro me jogou em sua cama sem lençol e me beijou num ritmo totalmente condizente com a chuva que caía, as três da tarde, naquela tarde de primavera.
O vinho, o sexo oral, o colchão velho e manchado, a falta ao trabalho, não sei dizer qual foi a melhor parte, a que fez com que a coisa toda ficasse impregnada na minha memória.
As cindo da tarde, ele estava dormindo. Vitima de dez anos de espera e de um vinho espanhol. Vesti minhas roupas, e deixei-o ali. Nu, numa cama vazia. Voltei ao trabalho a tempo de bater o cartão na saída. Disse a todos que os problemas tinham sido terríveis, mas que estavam todos resolvidos.
Realmente, tinha resolvido problemas do passado. E na consciência, não importava se tinha falhado profissionalmente. Na consciência, não sobrou nada. Só satisfação.

Aos ídolos do passado

Assisti novamente ao Poderoso Chefão dia desses...Ai de mim! Quem pode com essa dupla!
Estes dois visitam meus sonhos mais intímos até hoje.
Não se trata só de beleza. Para quem compreende, é muito mais.

Al Pacino como Michael, em Godfather






E De Niro (para não dizer em godfather - again...) em Taxi Driver



O banheiro vazio

Dentre os ambientes lascivos que conheço, shows de blues são os que mais gosto. Não tem muito segredo. É só colocar uns caras bons para tocar um blues bacana, alguma bebida, num buraco legal e deixar, que o resto acontece sozinho.
Em pouco tempo, com essa fórmula, o que se vê são garotas serpenteando hipnotizadas na frente do palco e homens caçando em um ambiente totalmente seguro para eles, lançando seus melhores olhares de luxúria. É realmente fascinante e encantador ser seduzida num lugar assim.
Na noite em que conheci o inglesinho genérico, a caçada no blues prometia. Um bocado de caras em quem eu vinha trabalhando estariam todos juntos, naquele mesmo lugar. Eu sabia que não chegaria ao fim daquela noite de mãos vazias.
Duas caipirinhas, uma vodka e três cervejas depois, o som estava incendiando tudo e uma névoa de fumo encobria o lugar. Daí ele entrou, acompanhado de algumas amigas minhas. Alto, magro, terno e camisa, um clássico espécime do estilo britpop. Lembrava-me muito o vocalista da banda inglesa Blur, Damon Albarn. Quando eu era adolescente tinha sonhos loucos com esse vocalista. Sonhava, do alto de meus 14 anos, que ele faria um show no Brasil, nós nos conheceríamos e seria lindo, com uma bela noite de sexo no final.

No trajeto entre o bar e o palco encontrei uma das amigas que o acompannhava. Ela disse que o tal sujeito tinha sido só elogios para com a minha pessoa. A história me animou. Seria uma conquista nova, pois o salão estava cheio de jogos ganhos. Peguei minha cerveja e fui sentar com meus novos anfitriões.
Descobri que ele era político, de uma linha bem diferente da minha. Isso me deixou um bocado excitada com o novo projeto. Segurei-o pela mão, sem dizer uma palavra, e o conduzi para outra mesa.
- Hum. Um lugar reservado...
- É, não dava pra ouvir o que você dizia.
- E você quer conversar?
- Na verdade, não.
Aproximei minha cadeira, com minhas pernas entre as dele, e o beijei. Ele se levantou e me encostou numa parede. Deliciei-me. A coisa esquentou e fomos para um canto um pouco mais escuro. Ele me mostrou o que tinha dentro das calças. Era uma bela escultura rosada em riste. Dali para estarmos na frente do banheiro, esperando a hora certa para entrar, longe dos olhares inquisitórios dos garçons, foram só alguns minutos.
Entramos em um dos banheiros e metemos, no sentido mais selvagem da coisa. Ele era sacana numa medida deliciosa, cheio de palavrões abafados. Fiquei em êxtase.
Deixei aquele banheiro tão relaxada e satisfeita – em parte pelo prêmio de ter riscado da listinha de metas sexuais o item “trepar com Damon Albarn ou algo parecido” – que tomei meu último drink, dei adeus aos outros pretendentes e despedi-me de meu charmoso inglesinho genérico com um sorriso no rosto.
Blues faz muito bem para a pele.