quarta-feira, 28 de outubro de 2009

A proposta perfeita

Eu ligaria para ele e diria:
- Quer ser meu essa noite?
- ahn? Como assim?
- To perguntando se você quer ser meu por esta noite. Basicamente sair, tomar uns drinkes e depois fazer todo tipo de coisa sacana em algum lugar. E é bom você pensar numa boa resposta, porque eu não pergunto isso duas vezes...

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O fim de novela que eu nunca assisti

Trago flores para você. Elas estão sobre o meu corpo. Espero que arranque pétala por pétala e tome do meu néctar.

Depois de um bocado de tempo sem bom sexo, encontrei um tipo bacana de cara. Mete bem, esperto, bem humorado, com casa e condução – quer aceite ou não, é fato, condução conta muito, e digo isso não como Maria Gasolina, mas como ébria que sou. Embriaguez é crime.
Conheci-o em um trabalho. Estava no bar e ele havia estacionado na porta do lugar. Era uma moto vermelha. Ele amarrou o capacete na motocicleta e foi casa adentro. Trocamos alguns olhares, uma apresentação e meia dúzia de palavras. Na saída resolvi deixar um bilhete no capacete.
Ando numa mania de bilhetinhos. Encontrei muitas cartas incríveis que meus avós trocavam quando eram apenas jovens errantes e fiquei entusiasmada com a idéia e o mistério de ler um punhado de palavras escritas com a letra de alguém.
Mas voltando ao bilhete em si, no dia seguinte recebi uma resposta. Dizia que ele estava surpreso. Que queria me levar a uma exposição de arte, como primeiro encontro.
Aceitei. Na manhã seguinte outro e-mail adiantava nosso encontro. Agora seria um almoço, naquela mesma tarde.
Encontramos-nos. Ele parecia tão vistoso a luz do dia como me pareceu à luz da noite.
Sentamos a mesa de um restaurante de comida estrangeira e colocamo-nos a encarar o cardápio.
- O que você vai querer¿ Perguntei
- Na verdade eu não queria ver isso agora. Na verdade eu queria te beijar, posso¿
- Claro.
Almoçamos e fumamos alguns cigarros entre beijos e agarrões.
Esperei uma ligação dele até de noite, Mr Jones. Homens como ele não ficam abaixo de nossas simples expectativas.
As 20h recebi a ligação. Naquela noite aconteceria o grande final de um dramalhão porto-riquenho, que eu acompanhava. Ele, sem pestanejar, cedeu seu televisor e sua sala para que eu assistisse ao decadente programa. Nem preciso dizer que também não pestanejei em aceitar.
Durante uma cena de pouca importância, em seu confortável sofá de dois lugares carcomido pelo tempo, beijamo-nos enquanto suas mãos curiosas percorriam meu corpo. Nossas roupas foram sumariamente arrancadas e num ímpeto quase adolescente Mr Jones avançou sobre mim. Me pareceu terrivelmente agradável leva-lo à loucura naquele momento. Joguei-o no sofá e ajoelhei à sua frente. Fazia tempo que não tinha vontade de chupar alguém como tive naquele instante. E ele tinha um pau maravilhoso – coberto de ouro, como diria uma amiga minha. Transamos umas três vezes naquela noite.
Encontramos-nos novamente no dia seguinte. Esta foi a noite da trepada em pé, no meio da sala. Eu de corpo curvado, como um compasso, ele atrás de mim, segurando em minhas ancas com firmeza. Gozei umas duas vezes. No terceiro dia, ele trouxe alguns “materiais” e se mostrou aberto para resolver mínimas falhas de masturbação. Peguei sua mão e mostrei como gostava de ser tocada. Disse-lhe como o corpo da mulher avisa que está pronto para o coito, das maças do rosto ruborizadas e dos lábios vivos e úmidos. Ele era um ótimo aluno.

Mas no quarto dia...No quarto dia tudo acabou. O cara, o senso de humor, foi-se a casa e a condução própria. Sobraram as flores e algumas pétalas para serem arrancadas por outros passarinhos. Goodbye Mr Jones. Tank you.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

O pomo

Tenho uma obsessão louca por pescoços. É, sem dúvida, a parte do corpo masculino que mais me atraí. Acho este um ponto importantíssimo da anatomia masculina.
Um pescoço bem desenhado demonstra virilidade e poder. Pomos de adão bem marcados e protuberâncias musculosas nas laterais tem um efeito devastador em meu desejo. Mas é vital que tenham uma circunferência maior que minhas mãos juntas em posição de sufocamento, de modo que meus dedos se encontrem apenas delicadamente na parte de trás da cabeça.
Havia um cara que trabalhava comigo, um misterioso e sedutor saxofonista, tímido feito um suricato, com o pescoço mais lindo do mundo. Ele usava um corte de cabelo ao estilo dos homens da década de 30, com a parte de cima alta e a nuca desnuda. Todos os dias eu passava por sua mesa, enquanto ele olhava atentamente para a tela do computador, e acabava hipnotizada por intermináveis segundos. Aquele belo pedaço de carne musculosa e bem alinhada me dava alucinações. Imaginava-me caminhando em sua direção e beijando seu pescoço. Controlava-me por um instante e voltava a realidade, onde pescoços alheios não são beijados a esmo.
Um dia convidei-o para um happy hour, só eu e ele. Tomamos muitas jurupingas até que a tensão sexual tomasse o lugar da tensão silenciosa. Homens tímidos são realmente um grande desafio. Quando senti que ele estava pronto, tirei de sua boca as palavras que queria ouvir.
- E o que você quer fazer agora?
- Ah, sei lá. Qualquer coisa.
- Mas eu quero saber, exatamente o que?
- Bom, podíamos ir pra outro lugar...
- Que tipo de lugar?
- Não sei. Talvez um lugar mais calmo.
Aproximei-me de seu ouvido e sussurrei.
- Porque você não me diz exatamente o que quer fazer comigo, que quem sabe seja o mesmo que eu quero fazer com você?
Com a voz meio trêmula, mas em nada hesitante, ele disse me olhando nos olhos:
- Quero te levar para um motel beijar todo o seu corpo nu e te comer muito.
A primeira da noite foi em homenagem ao lindo pescoço do rapaz. Segurei-o com força próximo à mim e me esbaldei em seu trapézio enquanto cavalgava sobre sua púbis. Deixei meus dentes cravados naquela pele branca e marcas de unha por todo o perímetro.
O rapaz quieto, de tímido não tinha nada. Mas eu já sabia, o pescoço dele me disse.
Depois daquela noite nos pegamos mais algumas vezes em alguns cantos escuros, as escondidas. Mas beijo na nuca no horário de trabalho, esse eu nunca pude dar.




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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Sacanagens em transito

A primeira vez que eu transei num carro foi com um carioca, numa trepada casual na saída de uma balada. Eu devia ter 16, 17 anos. Entrava na boate com RG falso, mas Motéis não aceitam este artefato mítico da adolescência. Demos uns amassos e resolvemos terminar a coisa do lado de fora. Entramos no carro, ele dirigiu até um estacionamento e transamos lá, com a porta aberta e o banco abaixado.
Essa primeira experiência não teve muita complicação, havia espaço de sobra. Mas algumas vezes a coisa não é tão simples assim. Não consegui, por exemplo, terminar uma transa em um Fusca. Foi difícil demais e resolvemos fazer a coisa toda do lado de fora mesmo. Estávamos no meio de um campo de cana, com o sol despontando dando fim da madrugada. O capô foi, sem dúvida, a melhor idéia naquele momento.
Jeeps , por outro lado, são sempre boas opções. Dá pra fazer de tudo dentro de um. Lembro de algumas boas experiências nesses belos veículos. Certa vez, depois de uma noite muito divertida de bebedeira, eu estava com um namorado em seu Jeep, voltando para casa. A bebida tinha subido um bocado, o tesão também. Eu estava enlouquecidamente excitada. Comecei a tirar minhas peças de roupa e a beija-lo. Ele ficou maluco. Chovia para caramba e a visão da rua não estava das melhores. Quando disse que desejava ser sodomizada, ele ficou realmente louco. Encostou o jeep na primeira rua que encontrou e trepamos alucinadamente! Jeeps também são ótimos para se tentar posições diferentes. Posso dizer que o Santo Antônio é simplesmente a melhor ferramenta de apoio.
Sobre motos, a única vantagem de se andar na garupa é poder abusar de homens que não podem soltar da direção. Mas até hoje o que achei mais divertido de se fazer num veículo em movimento é chupar o motorista. Ver o cara absurdamente excitado, se contorcendo para dirigir sem atrapalhar o “serviço”, morrendo de prazer e tentando manter os olhos na direção...É uma sensação de poder muito engraçada. Meio idiota, e perigosa, mas MUITo gostosa.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

O Estrangeiro

Sempre me impressiono com todo o tipo de coisa estúpida que já fiz em busca de sacanagem. As vezes a aventura nem começa com a sacanagem, mas normalmente termina nela. Lembro de duas com certo carinho...Esta é uma delas

O Estrangeiro

Conheci O Estrangeiro quando era bem nova. No início da adolescência. Ele tinha um belo sobrenome espanhol e era, naquela época, a coisa mais linda que eu já tinha visto.
Tinha um sorriso límpido completamente envolvente. Foi uma paixão ardente...Pelo menos para uma garota de 13 anos.
Um dia ele foi embora. Mudou-se de continente. Foi para sua terra.
Há poucos anos recebi um e-mail, que me deixou totalmente perplexa, O Estrangeiro viria ao Brasil, a primeira vez em dez anos, para uma breve visita e queria MUITO me ver.
Quem diria! Anos depois eu teria a chance de colocar a prova todas aquelas lembranças altamente eróticas...
Na primeira noite nos encontramos e fomos todos amenidades. Na noite seguinte, tocamos em assuntos mais delicados. No terceiro dia, pela manhã, eu já não conseguia parar de pensar nele.
Fui para o trabalho sabendo que em apenas mais um dia ele iria embora de novo. Sabe-se lá se por mais dez anos! Creio que se passava o mesmo com ele, já que O Estrangeiro me telefonou logo nas primeiras horas do dia comercial. Falamos algumas besteiras e algo sobre saudade. Quando desliguei o telefone já estava decidida a sair dali.
Criei uma emergência para ser resolvida. Peguei minhas coisas e atravessei a cidade.
Cheguei no pequeno apartamento mantido pela família do rapaz por volta das 11h da manhã. Não tinha quase nada. Só uma cama e alguns vinhos...Pensando bem, o que mais eu poderia querer?
Secamos uma garrafa e em poucos minutos os pudores fugiram correndo. A uma da tarde éramos dois errantes no paraíso. Longe de nossas roupas, perto de nossos desejos.
O Estrangeiro me jogou em sua cama sem lençol e me beijou num ritmo totalmente condizente com a chuva que caía, as três da tarde, naquela tarde de primavera.
O vinho, o sexo oral, o colchão velho e manchado, a falta ao trabalho, não sei dizer qual foi a melhor parte, a que fez com que a coisa toda ficasse impregnada na minha memória.
As cindo da tarde, ele estava dormindo. Vitima de dez anos de espera e de um vinho espanhol. Vesti minhas roupas, e deixei-o ali. Nu, numa cama vazia. Voltei ao trabalho a tempo de bater o cartão na saída. Disse a todos que os problemas tinham sido terríveis, mas que estavam todos resolvidos.
Realmente, tinha resolvido problemas do passado. E na consciência, não importava se tinha falhado profissionalmente. Na consciência, não sobrou nada. Só satisfação.

Aos ídolos do passado

Assisti novamente ao Poderoso Chefão dia desses...Ai de mim! Quem pode com essa dupla!
Estes dois visitam meus sonhos mais intímos até hoje.
Não se trata só de beleza. Para quem compreende, é muito mais.

Al Pacino como Michael, em Godfather






E De Niro (para não dizer em godfather - again...) em Taxi Driver



O banheiro vazio

Dentre os ambientes lascivos que conheço, shows de blues são os que mais gosto. Não tem muito segredo. É só colocar uns caras bons para tocar um blues bacana, alguma bebida, num buraco legal e deixar, que o resto acontece sozinho.
Em pouco tempo, com essa fórmula, o que se vê são garotas serpenteando hipnotizadas na frente do palco e homens caçando em um ambiente totalmente seguro para eles, lançando seus melhores olhares de luxúria. É realmente fascinante e encantador ser seduzida num lugar assim.
Na noite em que conheci o inglesinho genérico, a caçada no blues prometia. Um bocado de caras em quem eu vinha trabalhando estariam todos juntos, naquele mesmo lugar. Eu sabia que não chegaria ao fim daquela noite de mãos vazias.
Duas caipirinhas, uma vodka e três cervejas depois, o som estava incendiando tudo e uma névoa de fumo encobria o lugar. Daí ele entrou, acompanhado de algumas amigas minhas. Alto, magro, terno e camisa, um clássico espécime do estilo britpop. Lembrava-me muito o vocalista da banda inglesa Blur, Damon Albarn. Quando eu era adolescente tinha sonhos loucos com esse vocalista. Sonhava, do alto de meus 14 anos, que ele faria um show no Brasil, nós nos conheceríamos e seria lindo, com uma bela noite de sexo no final.

No trajeto entre o bar e o palco encontrei uma das amigas que o acompannhava. Ela disse que o tal sujeito tinha sido só elogios para com a minha pessoa. A história me animou. Seria uma conquista nova, pois o salão estava cheio de jogos ganhos. Peguei minha cerveja e fui sentar com meus novos anfitriões.
Descobri que ele era político, de uma linha bem diferente da minha. Isso me deixou um bocado excitada com o novo projeto. Segurei-o pela mão, sem dizer uma palavra, e o conduzi para outra mesa.
- Hum. Um lugar reservado...
- É, não dava pra ouvir o que você dizia.
- E você quer conversar?
- Na verdade, não.
Aproximei minha cadeira, com minhas pernas entre as dele, e o beijei. Ele se levantou e me encostou numa parede. Deliciei-me. A coisa esquentou e fomos para um canto um pouco mais escuro. Ele me mostrou o que tinha dentro das calças. Era uma bela escultura rosada em riste. Dali para estarmos na frente do banheiro, esperando a hora certa para entrar, longe dos olhares inquisitórios dos garçons, foram só alguns minutos.
Entramos em um dos banheiros e metemos, no sentido mais selvagem da coisa. Ele era sacana numa medida deliciosa, cheio de palavrões abafados. Fiquei em êxtase.
Deixei aquele banheiro tão relaxada e satisfeita – em parte pelo prêmio de ter riscado da listinha de metas sexuais o item “trepar com Damon Albarn ou algo parecido” – que tomei meu último drink, dei adeus aos outros pretendentes e despedi-me de meu charmoso inglesinho genérico com um sorriso no rosto.
Blues faz muito bem para a pele.